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«A única sabedoria que uma pessoa pode esperar adquirir é a sabedoria da humildade».
T.S. Elliot
«Fica só com o verso, segue a vida com o acréscimo do sonho que dele nasceu, leio-o sempre, a obra toda! Não o tenha para si, pois ele é a própria asa, pois ele se dissolve se preso, pois ele se escorre quando atado, pois ele desaparece, se for pego.»
Betina Moraes
Passados quase trinta anos, e como nunca, fazem-me o maior sentido o pouco do que consegui reunir das minhas aulas de Teatro, que frequentei como opção escolar, uma ou duas “coisas” elementares para a construção daquilo que tenho por meu caminho, mas que na altura não prestei ou fingi não prestar a devida atenção: a minha admiração por Hölderlin, poeta mais que estimado, autêntica tábua de todo esse ano escolar e que me acompanha até hoje, e um conselho, o resumo duma lição que muito se insistiu durante esse ano e foi ficando, e no entanto, como uma escolha que não se faz… intui-se ou não, diziam-me, insistiam-me: “mais ou tão importante que saber as deixas, a posição no palco, para onde olhar no ponto de fuga do monólogo, tão importante, não esqueçam: é sair de cena, saber sair da cena e aguardar a nova chamada ao palco… saber sair de cena, no preciso, no exacto momento”, advertia, insistia mais ou menos por estas palavras o meu estranho professor de Teatro, que guardo ainda hoje nesse lugar estranho que é a galeria daqueles que me “trouxeram um pouco de luz” à vida e nela me pretendo resguardar.
E adiante, porque isso são outras histórias, foi com um olhar apreensivo que a minha esposa “assentiu” a que ficasse hoje em casa, “porque devo, é hoje que pressinto que devo esse ajuste das contas, essa saída de cena” do meu pequeno mundo dos blogs, da quase febril dedicação aos blogs (meus e dos que estimo), e sublinho-o não porque a minha esposa seja a minha gestora de tempo (que no fundo é!), mas por ser “aquela”, dos que me rodeiam diariamente, “a que restou” dos que pensei terem “acreditado em mim”: no balanço de três anos quase ininterruptos em que me dediquei de corpo e alma (porque também aconteci, aqui, de corpo e alma), ao “computador”, um por um, aqueles que me “reclamam” no quotidiano, não o fizeram por necessidade ou pelo prazer da minha companhia, pelo prazer da sincera amizade e dedicação (essa distingue-se pela incondicionalidade, creio!), mas antes por motivos que me escapam e me fazem recordar que “tudo e todos aqueles que perdi” não eram assim tão necessários e eu a eles; da mesma forma que padecendo dum problema obliterante no meu quotidiano, um “problema social”, aqueles que pensamos e intuímos como “os escolhidos, os certos”, para nos dar mão, afinal a retiram por não “correspondermos ao padrão”, à norma, “aborrecem-se” por sermos difíceis e isso?... Isso, não é mais que perda de tempo! Os “custos directos” destes anos em que me descobri um pouco mais além, onde “fui autenticamente eu”, dedicando boa parte do meu tempo ao que me move tão intensamente (aos blogs que me revelam), têm sido penosos para mim, como tão penoso, aos que me rodeiam, descobrir que afinal, o “o gajo até se move”, tem vontade própria e por vezes até sonha e luta diariamente pelo seus sonhos, ainda que estes não tenham uma recompensa (de preferência, chorudamente monetária) imediata… e isso é terrível!...
Ou seja, se me “mantive” até aqui, com a regularidade (por vezes hesitante), só o devo à crença e dedicação (por vezes diria até, “exigência”) que a minha esposa depositou nesse meu dever de partilhar, de continuar a escrever e partilhar, sempre que me foi possível, mas para a grande parte dos meus próximos, isso não passou (não só suponho, como dolorosamente escutei) de “desperdício de tempo”, de uma inútil perda de tempo, coisa menor e sem sentido… e então “se não há livro” e consequentemente dinheiro em caixa e arraial de “fama”, de intermédio, “que tédio”; lamentando pelos que assim pensam, assim como me lamentam pelas minhas faltas e “perdido para o mundo” que estou, lá vamos deduzindo, em conjunto e a pouco e pouco que afinal não nos estimamos ou admiramos: exigimos um “corpo presente” para festas e baptizados, um “gajo porreiro”, um animal de virtudes muito sociais, sem defeitos, nem feitios; apenas bem moldado “à nossa maneira”… e viver assim, de segredos e mentiras, fingindo e caminhando por omissão, afinal também cansa… também me cansa e não é pouco!...
Como vejo cansados, alguns dos que estimo e admiro(aqui neste mundo virtual) que resistem e acreditam, sacodem inimigos que se fingem invisíveis, mas o mais das vezes, esses e que bem se nota, estão também cansados… e seja porque motivos forem, alguns abandonaram por completo, ausentaram-se em definitivo, outros, possivelmente, amargam no seu quotidiano por “passarem a vida ao computador”, com a fina espada da culpa a pender ininterruptamente sobre si próprios, outros ainda que não lidando com o fantasma do “ser mesquinho” que se infiltra por todo o lado (assim no quotidiano, como nas redes sociais) vacilam… vão, ou vão ficando e amargam por “desejarem ser quem são” e este mundo virtual assim os permite… e até porque quando se descobre que “há mais vida” na net, que à nossa volta, tudo se torna mais complicado; não hesito em afirmar que já me senti mais vezes “reconfortado” (e bastas vezes!) naquelas horas mais difíceis, com uma mensagem do outro lado do mundo, dum desconhecido, que numa “hora em que caí e magoei”, e mesmo à minha frente, ao meu lado, houve “alguém tão sabido e tão dado” que não o soube reconhecer e tratar, recompensar pelo acto aquilo que se diz da palavra “amizade”… e no entanto, como é possível (respondam de lá os deuses!) pelas “minhas entrelinhas alguém me soube ler” sem sequer conhecer a feição do meu rosto? “Não mata, mas mói” e aos poucos torna-nos mais prudentes quando falamos de “amizade”; abusar dessa é feio e não devia condizer com o ser humano… mas condiz, e formata-o, para o bem ou para o mal… e todas essas pequenas “coisas”, cansam, e tanto corpo como alma, vão pedindo descanso…
E se “arrumo a trouxa”, cansado, e “saio de cena”, não creio tratar-se duma despedida, mas do inicio dum regresso, tão somente; não faço planos do tempo de ausência, até porque mesmo não editando nos blogs, conto comigo para não desistir da escrita, e como garantia nem marco uma data, porque vou estar por perto sempre que possa: os “meus” compreenderão, por certo… os outros? São apenas outros, como eu sou “outro” para muitos alguéns. Entendo apenas que é chegado um momento em que depois de “tanta corrida”, tanto traçado de caminho, há que parar um pouco, “contar” os que ficaram para trás, os que estão ao nosso lado para lhes dedicar ainda mais e mais do tanto quanto possa e saiba, e perscrutar um pouco do adiante (se assim me for permitido), procurar-me… porque no balanço, e não é vergonha admiti-lo, sinto-me um pouco perdido de mim, sem rumo definido, mas com a clara e intacta intenção de quem quer saber seu lugar no mundo, do lugar onde “bate o seu coração”, ainda que esse não coincida, neste momento, com o corpo que habito.
Vou, mas sem rancor, sem mágoa (ainda que hajam bastos motivos, mas não interessam, é passado!), sem desilusão… vou, (ainda que só os poucos que “me sabem”, o compreenderão autenticamente) apenas porque tenho que ir, ou melhor, porque “estou” e
«Vou,
Senão definho.»
Como escrevia, sem inocência, no meu último texto inédito na Barca.
Sem despedidas, apenas
Esse imenso abraço a quem o tenha por bem, receber!!!
Novembro 21
Novembro 21
[imagem: reprodução de The Road(?), Nicolas de Sta(?)]
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18 IMPRESSOES:
b.leonardo,
estás ao avesso. mas é válido.
choro ao ler-te aqui, hoje. viro-me também do avesso, te vejo.
choro.
as afirmações que fiz sobre leonardo b. estão no alto do teu post, junto ao T.S. Eliot, mas quem sou¿ ninguém e todo o mundo para alguém. é assim que é, acredite.
não vou te pedir para ficar, jamais, tu bem sabes o valor equívoco do tempo para um poeta.
irás, mas ficarás comigo, certamente. dentro, pois eu sou também a que está cansada e não vê mais razão para existirem blogs,
mas sou também a que provavelmente cansou os meus amigos e fizeram com que se aborrecessem de mim, desistindo de seus blogs,
ou não sou ninguém e tudo o que penso ser é mero reflexo do meu ego exagerado.
não estás a sair de cena, estás a mudar o ato, apenas.
''a vida é real e de viés'', disse caetano.
muda a veste, muda a luz, mas o espetáculo é o mesmo - ''o poeta da barca'', mesmo que mudes de veículo e passes a dizer versos aos pássaros que te cercam, ainda sim será o mesmo espetáculo, tu, o poeta.
não dê tanta importância a vida, ela não é importante realmente, o importante é viver.
beije a esposa por mim, ame a esposa por nós, por todos nós que te amamos, assim não se desperdiça o nosso afeto.
''o mar é grande e cabe nessa janela sobre o mar''
escreva muito, sinta muito, esqueça a necessidade de achar necessidades. esqueça-nos, fica consigo, que eu estou contigo, mesmo estando cansada.
repara o que fiz, não ligo mais para aos blogs, os meus blogs, ligo para escrever, escrevo para mim mesma, então rabisco coisas no mural de minha aldeia, a casa no facebook, mas é apenas como rabiscar nos muros da cidade, mas é maravilhoso como rabiscar nos muros da cidade, a cidade que é o mundo que sou apenas eu.
eu o amo.
um beijo, até já.
choro.
eu te comprendo Leonardo.
quem dera que, de cada vez que precisei sumir, tivesse sabido dizer com essa precisão, tudo quanto me magoava.
porque não é fácil falar de amizade e respeito sem ferir a grande maioria.
sempre passo por aqui em silêncio por me faltar o dizer certo para te deixar. porém sempre volto, porque você vale a pena.
aguardando o seu regresso [também acabei de voltar, pela metade...]
até já, leonardo.
abraço.
fico triste ao ler sua despedida..embora eu esteja ausente no mundo dos blogs..passei por decepções que me abalaram muito..sinto muito por te saber partindo.. vc foi corajoso e digno..eu sai de cena sem me despedir..porque despedidas me entristecem muito...espero que esse teu momento seja breve e logo retorne.. fique com Deus querido e até mais..beijo
Habituei-me a ler os seus COMENTÁRIOS em dois ou três blogues que vou visitando.
E como apreciava a sua forma de escrever,
LEONARDO !...
Tranquila, pacífica e sabedora.
Obrigado pelo e-mail de aviso. Muita simpatia, sem dúvida.
Um abraço com admiração e com o desejo que todos os seus sonhos se possam concretizar.
L.B, certamente vc fará falta nesse mundo digital, tão carente de textos inteligentes, poéticos, raros. Se não tenho ido navegar em seus mares é que também me encontro em um período muito difícil.
Lamento muito sua saída, espero que seja temporáraria, mas entendo qe há hora de partir.
Obrigada por tudo, por ter podido compartilhar de sua nau e e pelo belo poema que fez dedicado a mim.
Sempre estarei aqui no aguardo de sua volta e com muito carinho por vc.
Um grande abraço.
Leonardo!
Mais uma vez o admiro como se fosses o mar, ou um pedaço dele onde costumava navegar e aprender. É direito seu esse tempo, eu mesma já ensaiei isto tantas vezes, mas não fiz. Covardia? Não sei. Medo talvez de nunca mais voltar.
Como num palco desfecha-se o pano para mais um ato.
Aguardo. E caso não mais me encontre, o que recebi de você, seu poema, suas aulas de mestre, ficarão eternamente guardadas.
Fique BEM!
Beijos
Mirze
Voltei porque me despedi como usualmente. E para dizer que pressenti naquele poema que deixou no Mínimo Ajuste, onde eu disse: pelas primeiras palavras, pelas primeiras remadas reconheci o barqueiro.
Agora sim: [UM IMENSO ABRAÇO, LEONARDO}] que os ventos estejam sempre à seu favor.
Mirze
Leonardo,
Eu amava ler-te e peço que deixe teu blog ativo, para que a gente possa continuar a leitura dessa poesia tão bonita que escrevias aqui.A poesia é um risco, a escritura é um risco, ela não apenas nos dá um caminho para andar na vida, mas mostra quem somos, ou simplesmente nos diz ser. encontrar-se nela é difícil, as palavras são densas,assim como as pessoas, ainda que pensem ser leves.Fico triste, mas te digo, com certo alívio,vive! A internet ou nos liberta ou nos aprisiona,escolha a liberdade, sempre. Conserta tua assinha quebrada, e voa nos céus de Portugal,nos céus de teu jardim... sabendo que tens amigos nos céus do mundo todo.
Caro Leonardo,
Dizer que a gente não sente falta é bobagem; acredito em tuas palavras como tão transparentes e tão 'tuas', assim como na verdade és, em tua vida - aqui, e nos teus escritos.
Seja tudo para teu melhor, só faço questão de dizer que sim, se fazem amigos aqui; e no meu caso, muitos aí de Portugal - por conta da Poesia [que embute tudo nesta vida]...
Digo até breve, a desejar sorte, e que teus desejos, mais que positivos, ganhem faces de realidade.
beijos e abraços, sempre.
Eliana
Leonardo,
Completando o e-mail que lhe enviei:
Eu o compreendo, eu também já saí várias vezes.
Nesse mundo das Letras e 'virtual'(onde as emoções são de verdade, em lágrimas e suor e também muita dor nos olhos, nas costas e ombros) a gente muitas vezes parece estar enlouquecendo. Há o que o incentiva a permanecer, amigos, a escrita, o desabafo, a beleza das amizades, mas, há também o chão nos mostrando o pó. Há cansaço em demasia e uma certa frustração. Nesse mundo, eu sonhei, vibrei, odiei, amei e jurei estar louca.
Após meses afastada por 'n' motivos, voltei e prometi a mim mesma não mais me ausentar.
Decidi ficar, mas do meu jeito, e não do jeito que eu achava melhor para todos. Eu me cobrava muito e cobrava também dos outros.
Decidi que meus Blogs serão apenas uma extensão serena, agradável, oportuna e útil do que eu sou e do que vivo. Deixei os Blogs ao sabor dos ventos; às vezes, faço uma publicação atrás da outra, às vezes, fico mais de uma semana sem aparecer. Posso comentar os textos dos amigos, como posso não fazê-lo.
Decidi que não posso abandonar o que me faz falta, nem mesmo me ausentar por muito tempo, mesmo que me doa a alma e as costas.
Decidi ser fiel aos meus textos (cheguei ao ponto de cancelar os Blogs, sem pensar nos meus leitores) e deixá-los vivos no aguardo de futuros olhos.
Eu não sei dos Blogs alheios, mas, nos meus, há um constante rolar de páginas para trás. Textos feitos há cerca de um ano são lidos 40 , 50 vezes por mês, ainda...
Então, eu me deixei ficar - em minhas Letras - porque já me bastam todos os 'nãos' que ganhei nesta vida (real) e todos os 'nãos' que fui obrigada a proferir.
Vá, descanse, se dê o tempo todo do mundo. Pense. Reflita. E, se for mesmo tua satisfação pessoal, volte.
Um grande abraço,
Suzana/LILY
Eu não imaginava que viesse essa tristeza que me veio agora, imensa. Sei que não é certo, não é justo pedir que não vá, porque tens os seus motivos e, de algum modo, quem conhece o poeta precisa compreender. Compreendo, mas assim mesmo fico triste. Precisas ir. Talvez precises voltar, senão para o mesmo lugar, para outro ou outros onde possamos continuar a ler-te. Leonardo, se posso, se tenho o direito de pedir algo, peço-te que não desatives o blog. Como tantas vezes o fiz, vou em busca do mundo que tu crias com palavras que são só tuas. Deixa lá a porta aberta, ainda que não estejas, para que possamos entrar e te ver.
Querido Amigo, eu sinto tanto...mas compreendo-te. E compreendendo-te, continuo a sentir muito. Estou triste. Deixo-te um imenso abraço, que estendo aos teus.
Voa, Leonardo....
Sempre acompanhei-te em silêncio, não o silêncio de indiferença mas de quem admira o teu trabalho, uma das minhas fontes de inspiração, provocante e com poemas limpidos... enfim... acolha contigo o meu Abraço e os sinceros desejos que este "regresso aos teus " seja uma etapa importante e proveitosa. Fica aqui a esperança de que o poeta a quem tantas vezes dediquei-me a ler e tentar entender seja sempre esta pessoa especial que você é.
e a ausência, esta eu aprendi que é uma estranha forma de ser presença
abraços
Caro Leonardo,
não foi há muito que conheci teus poemas e teus blogues. Mas foi desde a primeira leitura que aprendi a te admirar e a assimilar um pouco de teu imenso lirismo ao escrever. Jamais poderia deixar de agradecer o privilégio que tive de ler teus textos, textos generosamente colocados para franca leitura. Nem todos comentei por falta de tempo, mas a todos senti como deve se sentir a poesia: com a alma. Minha admiração permanece e espero um dia poder voltar a lê-lo.
Ao imenso poeta, meu grande abraço.
Confesso-lhe que ainda não havia lido o seu e-mail quando comentei a sua foto. Tomou-me um sentimento triste, como se se afastasse alguém que em meu nome militasse numa resistência sincera que eu mesmo não me sinto muito capaz de exercer.
Mas razões íntimas devem ser respeitadas por mais que lamentemos. Tenho cá para mim que a sua ausência será uma perda de referência de um tipo elevado e distinto de atuação na blogosfera. Uma referência personalíssima, diga-se.
No mais gostaria de dizer que este seu texto me impressionou profundamente, talvez porque toque em questões com as quais me identifico, embora não me tranquilize, sendo sincero, essa identificação. Não são poucos os que me censuram o tempo dispendido numa atividade "inútil", e que nada acrescenta de prático ou lucrativo a uma vida tão instável quanto a minha.
Tenho andado melancólico, com umas saudades de não sei o quê, tentando suavizar com auto-ironias que posto por aí, certa insatisfação com a minha atuação nesse meio virtual que já não parece mas o mesmo. Deixe estar...
Bem, mas consola saber que há uma disposição de retorno, que a porta fica aberta e que podemos torcer para que seja apenas um até-já.
Grande abraço, sempre com admiração.
Querido amigo Leonardo
Nunca li uma justificativa tão lúcida e plausível como esse seu texto. Cada linha, cada raciocínio, cada explicação, tem minha total conivência e diria mesmo, cumplicidade de sentires.
Nem sempre comento todos os blogs que visito (a despeito de saber que o comentário ‘alimenta’ o poeta), por não conseguir comentar poemas sem cair no lugar comum dos adjetivos simplórios que não estão à altura das obras. Principalmente as muito especiais como a sua.
Considerando-me “uma das suas”, eu compreendo sua partida, sentido que perco mais que um poeta, um leitor especial de meus versos e de minha alma, mas não o amigo.
Leve consigo todo o meu carinho, respeito e admiração pelo que é e pelo que escreve.
Abraço imenso.
Rossana Masiero
Caro Leonardo.
Entendo o seu sair de cena, mesmo que não seja seu amigo próximo, convivendo aí do seu lado, mas já saí também, e voltei depois, por motivos semelhantes, acredito. São poucos aqueles a quem se pode chamar de amigos, que estão com a mão sempre pronta a nos oferecer. Além do mais, essa palavra amigo tem ficado desgastada, pelo menos por aqui na minha terra, não sei na sua. Chama-se amigo com muita facilidade para logo depois dar as costas. Tenho cuidado com o uso dessa palavra, ela é bonita e não gosto de usá-la em vão. Você me parece um homem sensível, deve entender do que falo, e provavelmente já sofreu com isso, pelo que entendi no seu texto.
No mais, desejo Boa Ventura a você nesse retorno aos seus, ao lar, nesse outro lado da escrita. Seja feliz e volte, se quiser, quando puder. Quem sabe um dia, quando eu for a Portugal, Lisboa, visitar meu irmão que aí mora, possa conhecê-lo pessoalmente.
Um fraterno abraço e muitas felicidades nesse novo estágio.
Poeta
Costumo passar na Barca, quase sempre em silêncio...porque perante os poemas que sempre leio lá, e sendo uma mera aprendiz de poeta, nunca me encontrei à altura de comentar convenientemente.
Fiquei triste...mas compreendo a decisão que tantos de nós também queriamos tomar, que o cansaço toma conta de nós tantas vezes e apetece desistir.
Deixo um beijinho e quando voltar estarei presente para o ler.
Sonhadora
Meu querido, meu amigo, Leonardo.
Arrumei "minhas trouxas" e aos poucos estou saindo de cena.
Confesso que quando li o seu "vou",no primeiro momento foi um susto, depois compartilhei da mesma "barca"e cá estou eu também me despedindo do anaviaja.
Estou e estarei sempre dentro de ondas magnéticas comunicando-me com você.
Um abraço muito afetuoso, cheio de energia.
Nesses quase 3 anos de anaviaja, você foi o meu melhor presente!
Para que sorrias, lembre de fotos açucaradas, com alto teor de felicidade e calorias!!!!
Beijos da amiga, Ana
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